Palestra de Empreendedorismo

(*) Marco Antonio Gioso

   Existe um lacuna grande no aperfeiçoamento dos estudantes quanto ao ser empreendedor, e conseqüentemente dos já formados. Os estudantes formam-se sem conhecer temas relacionados e muito menos sobre montagem de um aplano de negócios, e acabam montando empreendimentos sem as principais noções elementares, em resumo, acabam “sobrevivendo ao mercado”.

    Há que se estimular os profissionais (ou alunos) a descobrir se têm personalidade empreendedora ou se não, aperfeiçoar sua conduta empreendedora. O que é sucesso, e como medi-lo? Segundo Luiz Fernando Garcia, em 2006, após pesquisa de campo, descobriu-se que pessoas que não atingem sucesso possuem algumas características em comum:

    1- Comodismo
    2- Medo de mudanças
    3- Prepotência
    4- Transferir culpa
    5- Não conseguem planejar
    6- Desperdiçam tempo
    7- Trabalham sem paixão.

    Por outro lado, as que atingem sucesso, em pesquisa anterior de 2003, com 1.200 entrevistados considerados realizadores, 93% deles também tinham 7 características em comum:

    1- Visualização
    2- Desafio
    3- Manutenção do foco
    4- Mapas de percurso
    5- Expectância e drive
    6- Tolerância à ambigüidade e incerteza
    7- Auto-reforço para a auto-estima

   Sabe-se de pesquisas científicas que entre 3,5% a 5% das pessoas nascem geneticamente preparadas a serem empreendedoras, isto é, possuem personalidade empreendedora. O restante, a maioria, pode adquirir o que se convencionou de conduta empreendedora, ou seja, aprender com a minoria, e de forma funcional, isto é, com equilíbrio entre trabalho, família e mente (O Sucesso está no Equilíbrio, 2008). Pessoas empreendedoras tem personalidade que as distinguem do restante da população, e de fato podem ensinar sua maneira de agir frente aos negócios.

    Sabe-se que o caráter, personalidade, pensamento e crenças são os fatores que determinam o grau de sucesso de uma pessoa. Percebe-se que não é a escola em que se formou, estado, país, mas fatores internos ao ser humano. Estes fatores devem ser entendidos e assimilados. Muitos jovens e mesmo mais velhos podem experimentar empreender de forma mais profícua, desde que entendem alguns fatos específicos dos grandes empreendedores. Existe sim luz no fim do túnel aos médicos veterinários clínicos. O que não se ensina nas escolas pode ser amplamente absorvidos em encontros como este, e cursos que hoje felizmente já existem.

   Um projeto de negócios bem abalizado pode fazer toda diferença se usado adequadamente, e no momento oportuno, especialmente antes de começá-lo. Não comece qualquer empreendimento sem planejar por escrito. O Sebrae, por exemplo analisa e ajuda a redigir um plano de negócios, de forma gratuita. Por que os futuros empresários insistem em fazer as coisas de forma amadora?