Para enfrentar o funil
Todos
os anos uma multidão de recém-formados,redige
o currículo no computador e perambula pelos
concursos de estágio e de trainee atrás
de uma chance. No ano que se aproxima do fim, entre
esses candidatos estiveram 11 000 biólogos,
13 000 psicólogos, 18000 engenheiros e 54 000
bacharéis em direito, formados no ano anterior.
Os dados oficiais indicam que quase 500 000 estudantes
receberão o diploma universitário em
2003, mas estima-se que apenas 40% deles conseguirão
colocação nos próximos meses.
Os outros vão ter de enfrentar a fila da rejeição.
Na presente edição, VEJA publica uma
reportagem extensa a respeito do mercado de trabalho,
em especial sobre esse desafio dos mais jovens que
terminam a faculdade e agora precisam arranjar trabalho.
Para conhecerem a realidade do primeiro
emprego, os repórteres da revista entrevistaram
cerca de 100 pessoas, entre professores universitários,
empresários, estudantes e recém-formados.
Mais de 30 jovens relataram como lidam com a tensão
, o sucesso e o fracasso envolvidos no processo de
recrutamento das grandes empresas, em que a concorrência
chega a ser de até 3 000 candidatos para uma
nova vaga. Antigamente o vestibular era encarado como
a grande fonte de tensão na vida dos jovens.
Agora, a busca por emprego é uma tarefa incomparavelmente
mais difícil do que entrar numa faculdade.
Nesta reportagem, VEJA apresenta o perfil dos mais
aptos a vencer essa segunda e decisiva batalha.
Outra frente de apuração
investigou as dificuldades envolvidas na opção
dos que preferem manter-se distantes das grandes empresas
e do mundo corporativo. São aqueles que se
dispõem a montar o próprio negócio,
trabalhar como autônomos ou começar a
vida numa empresa de menor porte. Em seus 35 anos
de existência, VEJA já dedicou mais de
quarenta capas a assuntos ligados à carreira,
ao emprego e ao mercado de trabalho. Em razão
da velocidade em que as transformações
se dão no mundo, a capa desta edição
seguramente não será a última.























