Desejos que removem montanhas.
Como transformar necessidades em desejos e fazer com que os clientes procurem o seu consultório ou clínica para cuidar da saúde de seu pet.
(*) Por Roberto Caproni e Marco Antonio Gioso
Necessidades são privações básicas humanas. Desejos são privações psíquicas e sociais. Se as necessidades de uma pessoa não forem supridas, ela morrerá. Não atender aos desejos não mata ninguém!
Nas populações pobres e desinformadas predominam as necessidades básicas, como se alimentar, beber água e dormir. Populações mais privilegiadas onde as necessidades básicas já estão garantidas, passam a sonhar em satisfazer aos seus desejos.
A
formação dos profissionais de saúde
é voltada para atender as necessidades
e não aos desejos humanos. Já os
veterinários, em muito casos, atendem desejos,
pois o pet intermédia esta relação,
e a eventual doença dele não é
uma necessidade do cliente, haja vista o enrome
abandono de animais .
A medicina veterinária
do passado somente se preocupava em castrar os
animais, e resolver pequenos problemas que surgiam.
A vida média dos pets era de menos de 8
anos. Hoje, passa dos 12, chegando a muito mais,
conforme a raça. Infelizmente alguns resquícios
daquela época, que remontam há mais
de 30 anos, ainda persistem, como a infeliz idea
de sacrificar animais por problemas que podem
ser resolvidos.
A evolução da medicina
veterinária hoje permite o uso de téncias
sofisticadas. Quando se alia a isto o papel que
os pets começparam a exercer nas famílias
brasileiras, estamos diante de um potencial de
atendimento do cline que nunca houve antigamente.
Diferentemente da necessidade do cliente em atender
um animal seu doente, para os pets sadios, que
geram alegria, bem estar a seus donos, tranquilidade,
momentos de lazer, o veterinario deveria atentar
mais para seu papel em promover saúde aos
pets, e não ficar esperando entrar doentes
na clínica. Pet é bem-estar, alegria.
A maioria não é ou ficará
doente na maior parte de suas vidas. Quanto disto,
do desejo do dono em ter um animal, o médico
veterinário usa para compor seu atendimento?
Parte do atendimento, quando o animal adoece, a medicina veterinária passa a ser vista como um Bem de Demanda Negativa, isto é, espontaneamente as pessoas não querem ter que levar seus animais ao médico veterinário para tratá-los, assim como elas próprias não querem ser operadas ou terem um tratamento de canal dentário. Devido ao papel que os epts começaram a exercer sobre a sociedade, dentro do lar, a medicina veterinaria deveria começar a entender assim a profissão como um Bem de Demanda Positiva, isto é, aquilo que espontaneamente as pessoas querem. Só que os veterinários e os clientes não sabem disto. É mais ou menos como se você estivesse sentado sobre pepitas de ouro empoeiradas. É ouro e vale muito, mas só vemos a poeira da superfície. A cirurgia plástica em medicina, por exemplo, se posicionou no mercado de uma forma tal que, embora tenha riscos por ser um procedimento cruento, tantos os médicos da especialidade quanto os clientes a percebem como um Bem de Demanda Positiva. Aproximadamente 99% das cirurgias plásticas são desejadas e não necessárias. Quero dizer que quem faz cirurgia plástica, em sua imensa maioria, não está buscando uma correção estética necessária, mas sim ficar mais bonito. O mesmo se aplicava as cirurgias estéticas, como corte de orelha, de cauda. Hoje a saúde deve ser mantida, o proprietário quer isto, mas não sabe como exatamente. Ele não conhece os métodos de profilaxia existentes, como prevenção de doença periodontal, e vacinação anual.
Você veterinário, poderia estar me perguntando: o que tem cirurgia plástica a ver com a medicina veterinária moderna? Tudo! Ambas as especialidades são Bens de Demanda Positiva, e podem ser desejados pelos clientes. A diferença é que a cirurgia plástica está bem posicionada no mercado e a prevenção na medicina veterinária ainda está longe disto. È incrível, mas quem mais se aproveita desta demanda positiva são os que fazem banho e tosa! E se mudarmos o posicionamento da medician veterinária no mercado, o que aconteceria? Os consultórios e clínicas de todo o pais ficariam lotados de clientes buscando os benefícios aos seus pets! Como fazer isto? Através da informação da população! Informar de forma inteligente para posicionar de forma adequada.
Com o posicionamento correto a medicina veterinária seria uma inesgotável fonte de felicidade para os clientes, por verem seus animais mais saudáveis e para os veterinários, porque teriam um excepcional resultado financeiro, qualidade de vida e ainda mais prestígio na comunidade.
Muitos
ainda criticariam dizendo que beleza do animal
não é saúde, ou que ela somente
se aplicaria a doenças humanas, ou saúde
humana. O website da Organização
Mundial de Saúde e verá que Saúde
é o bem estar físico, psíquico
e social para que a pessoa entre em harmonia com
o universo e seja feliz. Assim um pet feliz refletirá
num dono feliz, e consequentemente, saúde
do dono. É a feiúra e não
a beleza que anda de mãos dadas com a doença.
Reflita sobre isto. Em baixo do que parece pedra
existe muito ouro. Suprir necessidades é
correr para o empate. Com desejos você vira
o jogo. Desejos removem montanhas!
(*) Roberto Caproni
É graduado em Odontologia
e em Administração de Empresas.
Pós-graduado em Marketing e em Ciência
do Comportamento. É autor do livro bestseller
Marketing Aplicado à Saúde que se
encontra na 4a edição. Escreve artigos
para jornais e revistas da área da saúde
publicadas na América Latina e na Europa.
Ministra palestras de Marketing Aplicado á
Saúde e o curso MBA Compacto de capacitação
de mercado para profissionais de saúde.























